Prevista para iniciar suas atividades em 2027, a Unind oferecerá inicialmente dez cursos focados principalmente na formação de professores, na saúde coletiva e indígena, além de áreas relacionadas à gestão territorial e ambiental. A expectativa é que a instituição acolha até 2,8 mil estudantes nos primeiros quatro anos de operação.
Durante a cerimônia de assinatura, o presidente Lula ressaltou a importância dessa iniciativa como um passo em direção à cidadania plena para todos os brasileiros. Ele afirmou que o diploma oferecido pela universidade será emblemático, simbolizando o compromisso do país em preparar uma sociedade reconhecida como cidadã de primeira linha. “Todo mundo tem direito ao conhecimento, e esse conhecimento vai permitir que as pessoas façam coisas que antes não sabiam”, declarou Lula, sublinhando a relevância do aprendizado como um direito universal.
Eloy Terena, ministro dos Povos Indígenas, destacou que a criação da Unind é um sonho antigo das lideranças indígenas. “Este será um espaço propício para a produção de conhecimento que defenda os direitos indígenas e aperfeiçoe as políticas públicas voltadas para esses povos,” afirmou Terena em sua fala. Ele frisou ainda a importância da Universidade na consolidação da autoridade e do conhecimento indígena.
Sônia Guajajara, deputada federal e ex-ministra dos Povos Indígenas, informou que a sede da Unind será em Brasília, com planos para a criação de campi em diversas regiões do Brasil no futuro. Segundo ela, a universidade irá oferecer uma formação que integre saberes tradicionais e contemporâneos, promovendo uma relação harmônica entre o ser humano e a natureza.
O projeto para a criação da Unind é fruto de um extenso processo de diálogo que envolveu mais de 20 seminários realizados em todo o Brasil, reunindo educadores, estudantes, indígenas e especialistas. Rita Potiguara, representante do Fórum Nacional de Educação Escolar Indígena, enfatizou que a nova universidade será um local onde os conhecimentos tradicionais das comunidades indígenas poderão dialogar com as ciências modernas, reivindicando um espaço de reconhecimento e valorização das línguas e saberes indígenas em um contexto acadêmico.





