A influenciadora tem um prazo de 48 horas para eliminar conteúdos relacionados à sua parceria com a plataforma de apostas Blaze. Essa ação judicial ocorre em um contexto em que a legislação atual proíbe a divulgação de mensagens que sugiram lucros rápidos e fáceis por meio de apostas, ressaltando que a publicidade nesse setor deve respeitar limites legais.
O desembargador Scussel destacou a importância de restringir a remoção ao conteúdo que contraria as normativas vigentes, sem resultar em uma retirada ou censura indiscriminada de todo material relacionado a apostas. Assim, ele enfatizou que a atividade publicitária é permitida, desde que alinhada às regras estabelecidas.
Além disso, o MPDFT protocolou uma ação civil pública no início deste mês, visando a condenação de Virgínia e da plataforma Blaze ao pagamento solidário de R$ 120 milhões em danos morais coletivos, acusando ambas de promoverem uma divulgação abusiva do site de apostas. Embora um pedido inicial para banir Virgínia de realizar publicidade irregular tenha sido negado pela primeira instância, a insistência do MP levou o caso a ser apreciado em uma esfera superior.
Por sua parte, a defesa da influenciadora ainda não se manifestou oficialmente sobre as recentes decisões judiciais. A situação levanta questões relevantes acerca da responsabilidade de influenciadores em suas plataformas, especialmente ao redor da legislação que regula a publicidade de apostas eletrônicas, um tema cada vez mais debatido no cenário contemporâneo das mídias digitais. A discussão sobre as implicações legais e éticas das postagens de influenciadores relacionados a jogos de azar promete ser um assunto de grande relevância nas próximas semanas, refletindo a crescente tensão entre direitos individuais e regulamentação no ambiente digital.





