POLÍTICA – Lula reitera posição de neutralidade do Brasil em meio ao conflito entre Rússia e Ucrânia, defendendo a busca por uma solução pacífica.


Em meio à crise entre Rússia e Ucrânia, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva expressou sua posição de neutralidade e enfatizou a importância de encontrar uma solução diplomática para a paz. Em declarações dadas em Genebra, na Suíça, após sua participação na conferência da Organização Internacional do Trabalho (OIT), Lula destacou que os presidentes Vladimir Putin e Volodymyr Zelensky parecem “gostar da guerra” que se instalou desde fevereiro de 2022.

Lula ressaltou que o Brasil foi um dos primeiros países a criticar a Rússia pela invasão da Ucrânia e refirmou sua postura de não tomar partido, mas sim defender a paz. Ao ser convidado pela presidenta da Suíça para participar de uma cúpula pela paz entre os dois países envolvidos no conflito, Lula recusou o convite, argumentando que é essencial que ambas as partes estejam presentes para que as discussões sejam efetivas.

Além disso, o ex-presidente brasileiro comentou sobre a decisão do Senado de devolver ao governo federal a medida provisória que restringe as compensações do Programa de Integração Social (PIS) e da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins). Lula pontuou que a responsabilidade pela proposta de compensação é do Congresso Nacional e que não há pressão contra o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, apesar dos desdobramentos.

Outro ponto abordado por Lula foi o indiciamento do ministro das Comunicações, Juscelino Filho, pela Polícia Federal. O ex-presidente afirmou que conversará com o ministro após sua viagem à Europa para esclarecer a situação. Lula segue para a Itália, onde participará da Cúpula do G7, e enfatizou a importância de buscar soluções pacíficas em meio aos conflitos geopolíticos.

Após encontros bilaterais e participação em eventos internacionais, Lula demonstrou preocupação com as relações trabalhistas e a precariedade das novas formas de emprego. O presidente ressaltou a necessidade de superar desigualdades em diferentes esferas, incluindo o mercado de trabalho, e discutiu essas questões com o diretor-geral da OIT, Gilbert Houngbo, durante sua estadia em Genebra.

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