POLÍTICA – Lula Recebe Reivindicações Sindicais e Defende Redução da Jornada de Trabalho em Encontro no Planalto

No último dia 15, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva se reuniu com representantes de centrais sindicais no Palácio do Planalto, um encontro significativo que ocorreu logo após o envio ao Congresso Nacional de um projeto de lei que visa reduzir a jornada de trabalho semanal para um máximo de 40 horas e eliminar a escala de seis dias de trabalho seguidos por um dia de descanso, conhecida como 6×1. Durante a “marcha da classe trabalhadora”, que reuniu milhares de manifestantes na Esplanada dos Ministérios, o presidente recebeu 68 reivindicações dos trabalhadores, ressaltando a importância da mobilização para a aprovação da proposta legislativa.

Em seu discurso, Lula enfatizou que a pressão dos trabalhadores é crucial para que o projeto seja aceito pelo Congresso. Ele lembrou os desafios que o Brasil enfrenta, afirmando que o caminho não é fácil, mas que a luta é essencial. “Vocês não podem abdicar da sagrada responsabilidade de lutar pelos trabalhadores que representam”, afirmou. O presidente também homenageou Rick Azevedo, um ativista que, após enfrentar um quadro de burnout, criou o movimento “Vida Além do Trabalho”, que inspirou a proposta de redução da jornada.

O encontro também serviu para que Lula criticasse as reformas Trabalhista e da Previdência, que, segundo ele, representam retrocessos. Ele alertou para a necessidade de vigilância diante de propostas que possam aumentar a carga horária de trabalho, como a reforma em curso na Argentina.

Os líderes sindicais presentes na reunião expressaram otimismo em relação ao projeto de lei. O presidente da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), Adilson Araújo, afirmou que a iniciativa pode gerar até quatro milhões de empregos e contribuir para a criação de uma nova indústria sustentada por princípios socioambientais. Miguel Torres, presidente da Força Sindical, apoiou a ideia, destacando que a redução da jornada oferece mais qualidade de vida aos trabalhadores.

A pauta apresentada ao presidente também abrangeu questões como as transformações no mundo do trabalho, especialmente diante das novas tecnologias e suas consequências. O coordenador do Fórum das Centrais Sindicais, Clemente Ganz, apontou que mulheres e jovens são os mais suscetíveis a essas mudanças. Já Ricardo Patah, da União Geral dos Trabalhadores, destacou a necessidade de proteger trabalhadores informais e entregadores, ressaltando a importância de garantir sua saúde e bem-estar. Por fim, Sônia Zerino, da Nova Central Sindical, chamou a atenção para a urgência de incluir o combate ao feminicídio nas pautas trabalhistas, evidenciando a necessidade de educação e conscientização sobre esse tema relevante para a sociedade.

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