Lula expressou sua preocupação sobre como a manipulação de imagens e vozes poderia favorecer candidatos desonestos. Ele mencionou que, durante uma conversa com o presidente do Tribunal Superior Eleitoral, ministro Nunes Marques, este sugeriu proibir a utilização de inteligência artificial dois dias antes das votações. O presidente reagiu positivamente à proposta, considerando-a uma medida necessária.
No evento, Lula enfatizou que embora a inteligência artificial tenha aplicações benéficas em setores como saúde, educação e ciência, sua utilização no contexto eleitoral pode distorcer a verdade. O presidente questionou se os eleitores realmente desejariam optar por candidatos cujas características tenham sido fabricadas digitalmente. Ele fez uma analogia pessoal, perguntando se alguém escolheria um padrinho para um filho baseado em uma representação artificial, enfatizando a importância de conhecer pessoalmente quem se pretende apoiar.
O líder brasileiro também refletiu sobre a necessidade de encontrar maneiras legislativas para lidar com o uso dessa tecnologia na política, afirmando que sua aplicação poderia ser um trunfo nas mãos de mentirosos. Para Lula, a política deve ser um espaço de verdade e transparência, e o candidato que mente ao eleitor não merece a confiança do povo.
O presidente destacou que o verdadeiro papel de um político é representar os cidadãos com honestidade e afirmar que é preferível dizer que não é possível cumprir uma promessa do que garantir algo que não poderá ser feito. Ele finalizou sua fala afirmando que um político deve se comprometer a olhar nos olhos dos eleitores, pois, para ele, a verdade sempre prevalece. Lula insistiu: “A mentira tem perna curta e pode causar prejuízo”. Essa declaração reflete sua firme convicção de que a integridade deve ser um pilar inegociável na política.





