O presidente brasileiro afirmou que, em sua conversa, deixou claro a Trump que estava aberto a discutir questões como as grandes empresas de tecnologia, normas de plataformas digitais e o combate ao crime organizado. “Não há tabu para debatemos questões importantes”, enfatizou Lula, sublinhando a colaboração possível entre as Polícias Federais de ambos os países no combate a essas atividades na esfera internacional.
Lula também fez uma observação sobre a idade avançada de ambos os líderes, uma vez que possuem 80 anos. “Nós não temos tempo a perder”, afirmou, realçando a urgência de tratar de assuntos que possam resultar em alianças e respeito mútuos. Para ele, a maturidade e a experiência devem ser usadas de maneira estratégica, e a construção de uma relação sólida entre o Brasil e os EUA deve ser pautada pela honestidade e pela disposição para o diálogo.
Um dos pontos centrais abordados por Lula foi a necessidade de resolver impasses comerciais, especialmente as tarifas de exportação que afetam o comércio bilateral. O presidente brasileiro reforçou a determinação de que as equipes dos dois governos cheguem a um consenso em um prazo de 30 dias sobre a questão, que inclui uma investigação comercial que os Estados Unidos abriram contra o Brasil nos últimos anos.
Além disso, Lula reafirmou a posição do Brasil em manter canais abertos para negociações com diversas nações, independente de diferenças políticas. Ele destacou que o Brasil não tem restrições para negociar com países como China, Rússia, França, México e Alemanha. “Quem quiser fazer negócios com o Brasil, que venha; estaremos de braços abertos para novas tecnologias e oportunidades comerciais”, afirmou.
Trump, por sua vez, também expressou entusiasmo com o encontro, mencionando em suas redes sociais que discutiu uma variedade de tópicos com Lula e o descreveu como um “presidente dinâmico”. Essa interação entre os dois líderes é vista como um passo importante para o restabelecimento de laços comerciais e diplomáticos entre os dois países.





