A PEC, originalmente apresentada em outubro do ano passado, passou por meses de debate entre o governo federal e os estaduais e agora está sendo analisada pela Casa Civil da Presidência antes de ser encaminhada ao Congresso Nacional. Segundo Lula, a nova versão do texto busca reforçar a autonomia dos governadores em relação ao comando das polícias civis, militares e corpos de bombeiros militares.
Durante entrevista à Rádio Tupi FM, no Rio de Janeiro, o presidente destacou a resistência dos governadores em permitir a atuação do governo federal na segurança pública, citando a situação no Rio de Janeiro. Lula enfatizou que a intervenção federal no estado, que custou mais de R$ 2 bilhões, não obteve os resultados esperados, justificando sua postura de não decretar novas operações de GLO.
Além disso, o presidente abordou a importância da utilização de câmeras corporais pelos policiais militares como medida para reduzir a letalidade durante operações, especialmente em comunidades vulneráveis. Ele ressaltou a necessidade de um cuidado maior nas ações policiais e defendeu a PEC como uma ferramenta essencial para aprimorar a segurança pública em todo o país.
Um relatório divulgado pelo Instituto Fogo Cruzado apontou um aumento significativo na violência em municípios da região metropolitana do Rio de Janeiro no início deste ano, com crescimento no número de tiroteios, mortos e vítimas de violência armada. Lula reiterou a urgência em resolver o problema da segurança no Brasil e ressaltou a importância da aprovação da PEC para garantir uma atuação mais eficaz e integrada das forças de segurança em todo o país.





