Durante a visita à Fafen-SE, localizada em Pedra Branca, no município de Laranjeiras, o presidente anunciou a reativação da unidade para a produção de fertilizantes, ressaltando sua visão de fortalecer a presença do Estado em setores considerados estratégicos para o desenvolvimento nacional. No seu discurso, Lula reafirmou seu desejo de retomar o controle estatal de empresas, mas também expressou preocupação com os empecilhos legais e financeiros que dificultam essa ambição.
“É importante vocês saberem que eu ainda sonho em trazer a Eletrobras de volta, para ser uma empresa pública neste país. A privatização foi tão canalha que disseram que será três vezes mais caro para o governo comprar”, afirmou, destacando a complexidade da situação. Ele lembrou que, no caso da BR Distribuidora, que ainda mantém a identidade da Petrobras, a recompra só será viável em 2029, o que representa um desafio significativo para sua administração.
Lula foi incisivo ao descrever a forma como essas privatizações foram realizadas, considerando-a sórdida. Ele argumentou que a decisão de privatizar não se tratava apenas de uma questão de venda, mas sim de uma demonstração da inabilidade gerencial dos responsáveis pelas empresas. “Tem gente que acha que é só vender. É gente que não tem competência. Eles desmontam a coisa pública para entregar de graça, por não saberem administrar nem lidar com o trabalhador”, completou.
Esses comentários reforçam a intenção do governo atual de reavaliar e potencialmente reverter mudanças profundas na gestão de empresas estatais, refletindo uma pauta que ressoa com a base política do presidente, preocupada em resgatar a soberania e a capacidade estatal em setores estratégicos.
