O governador do Mato Grosso, Mauro Mendes, destacou que muitos incêndios foram resultado de ações criminosas e defendeu um endurecimento das penas para desestimular tais práticas. Ele ressaltou a frustração ao ver pessoas sendo presas e rapidamente libertadas, mesmo após causarem prejuízos significativos à saúde, ao meio ambiente e à imagem do país. O governador de Goiás, Ronaldo Caiado, também criticou uma decisão recente que tornou inconstitucional parte da lei estadual que aumentava a pena para incendiários criminosos.
Os incêndios no país somaram mais de 11 milhões de hectares queimados somente nos primeiros oito meses do ano, sendo mais de cinco milhões e meio de hectares apenas no mês de agosto. Diante desse cenário alarmante, os governadores enfatizaram a necessidade de uma melhor preparação e adaptação às mudanças climáticas, que têm acarretado em estações mais extremas e aumentado a propagação das queimadas.
Após a reunião, o ministro chefe da Casa Civil informou que o ministro da Justiça deverá enviar um conjunto de medidas para mudar a legislação em relação aos incêndios florestais, visando tornar as punições mais severas. Os governadores também ressaltaram a importância de um trabalho integrado e atender aos interesses estratégicos do Brasil, além de preservar o meio ambiente em diferentes biomas.
A grave situação dos incêndios florestais foi apontada como um alerta para a construção de um novo normal diante da nova realidade imposta pelas mudanças climáticas. Com a participação dos governadores e ministros na reunião, medidas mais rígidas e efetivas são esperadas para conter a devastação e proteger o patrimônio ambiental do país.
