POLÍTICA – Fundo Previdenciário do Rio: Proposta Restringe Aplicações a Bancos Públicos e Reforça Segurança dos Recursos de Aposentadorias.

O estado do Rio de Janeiro está em vias de implementar uma significativa mudança na gestão de seu Fundo Previdenciário. A proposta, recentemente aprovada pela Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), visa restringir a aplicação dos recursos do fundo a instituições financeiras públicas federais. Essa ação foi impulsionada pelos deputados Luiz Paulo (PSD) e Guilherme Delaroli (PL), que defendem uma maior segurança na gestão dos ativos previdenciários.

Com a mudança, a Lei 3.189/99 será alterada, reforçando a proteção do patrimônio de servidores públicos inativos e ativos. O principal objetivo dessa medida é mitigar riscos e proporcionar maior segurança aos recursos previdenciários no estado. Dessa forma, as políticas de investimento deverão priorizar a segurança dos ativos, limitando as aplicações a bancos estatais, o que deve extinguir a exposição do fundo a riscos mais elevados associados a instituições financeiras privadas.

Uma das novas exigências na legislação prevê que o Rioprevidência, fundo responsável pela previdência estadual, terá que emitir semestralmente um relatório detalhado disponível em seu site. Esse documento incluirá informações como o Plano Anual de Investimentos, a identificação das instituições financeiras envolvidas, os valores aplicados e as taxas de juros ou remuneração, além dos custos de gestão associados a esses investimentos.

A proposta também estipula que qualquer operação de investimento que exceder os critérios estabelecidos deverá ser acompanhada de um parecer técnico e aprovada pelo Conselho de Administração do Rioprevidência. Essa exigência adicional busca garantir a transparência e responsabilidade na aplicação dos recursos, uma vez que trata-se de valores destinados a aposentadorias e pensões.

Delaroli destacou que a mudança tem como finalidade a proteção dos recursos públicos e a sustentação financeira do sistema previdenciário. Luiz Paulo complementou, ressaltando a importância de equilibrar segurança e rentabilidade nas aplicações, com a expectativa de que as novas diretrizes reduzam os riscos associados a flutuações do mercado e aumentem a previsibilidade na gestão, promovendo uma maior estabilidade financeira para o estado.

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