Flávio, que até então alegava não ter relação com Vorcaro, passou a confirmar essa relação após a divulgação de mensagens de áudio em que solicitava recursos financeiros ao banqueiro. Essa troca de mensagens indicou que Vorcaro havia se comprometido a investir R$ 134 milhões no filme, dos quais aproximadamente R$ 61 milhões já teriam sido liberados. O senador destacou que, se soubesse da gravidade das suspeitas sobre a situação do Banco Master, teria buscado outros investidores antes.
O produtor do filme, Mário Frias, deputado federal pelo PL de São Paulo, disse que a conexão entre Flávio e Vorcaro foi feita pelo publicitário Thiago Miranda, que é mencionado em investigações relacionadas a campanhas contra o Banco Central, em defesa da instituição financeira do conglomerado Master, que teve sua liquidação oficializada pelo BC em novembro de 2025. Miranda já havia confirmado sua intermediação no aporte financeiro, uma informação corroborada por Flávio em sua fala.
Durante a coletiva, Flávio ressaltou que os encontros com Vorcaro foram exclusivamente voltados para a execução da cinebiografia, enfatizando que o banqueiro parecia ser alguém “acima de quaisquer suspeitas” na época da relação. No entanto, ele reconheceu que, após maio de 2025, o pagamento dos recursos começou a atrasar, levando-o a questionar Vorcaro sobre a continuidade do financiamento e a sua capacidade de honrar o contrato.
O senador apresentou ainda a proposta de que a produtora do filme faça uma prestação de contas detalhada sobre o orçamento, assegurando que qualquer lucro futuro seja disponibilizado à Justiça, sob um contexto de crescente complexidade envolvendo a situação do Banco Master e as implicações legais que surg iam paralelamente.





