A liberação de Lula para concorrer nas eleições presidenciais, somada à liderança nas pesquisas de intenção de voto, acendeu um alerta nos bastidores do governo. O procurador-geral da República, Paulo Gonet, destacou que o grupo de Bolsonaro iniciou ações coordenadas visando a manutenção do poder, mesmo que isso significasse desobedecer as decisões do Supremo Tribunal Federal.
A partir daí, foi montado um plano que envolveu o desacreditamento das urnas eletrônicas, ataques aos poderes constituídos e a possibilidade de recurso à força em caso de uma vitória de Lula em 2022. As críticas ao sistema eleitoral se intensificaram, culminando em ações para dificultar o acesso dos eleitores às urnas.
O presidente Bolsonaro, em meio a pronunciamentos agressivos, atacava abertamente as instituições e incitava a mobilização de seus apoiadores. Mesmo com a confirmação da seção da Câmara dos Deputados que mantinha a continuidade das eleições digitais, Bolsonaro persistiu nos ataques ao sistema eleitoral.
O ápice da crise foi alcançado durante as celebrações de 7 de setembro, quando Bolsonaro afirmou sua intenção de não seguir as decisões do Supremo Tribunal Federal e mencionou a possível intervenção das Forças Armadas. A ameaça de golpe ganhava força à medida que a posse de Lula se aproximava.
Os planos incluíam ações para deslegitimar a vitória de Lula e até mesmo um plano de assassinato do ex-presidente e de outras autoridades. As manifestações contra o novo presidente Lula, já empossado, foram a última esperança do grupo golpista para concretizar o golpe, mas foram contidas pelas forças constitucionais que se mantiveram firmes em seus posicionamentos.
A tentativa de golpe de Estado em 2021 será lembrada como um episódio sombrio na história política do Brasil, marcado pela fragilidade das instituições democráticas e a resistência da sociedade civil em defesa da democracia.





