Até abril de 2023, cerca de 156,2 milhões de pessoas estavam aptas a votar, em comparação a 135,8 milhões em 2010. Dessa forma, a Geração Prateada representa uma fração cada vez mais significativa do eleitorado, tornando-se um elemento estratégico, especialmente em um cenário como o que se observou nas eleições de 2022, onde a diferença de votos entre candidaturas foi mínima. De acordo com especialistas, a influência dos eleitores com 60 anos ou mais pode se tornar decisiva ao se considerar a polarização acentuada do panorama eleitoral.
O CEO de uma das instituições responsáveis pelo levantamento sustentou que, embora a Geração Prateada não defina isoladamente um resultado eleitoral, ela se posiciona como um “fiel da balança” que pode realçar a dinâmica competitiva nas urnas. Essa relevância é ampliada pela tendência de aumento da longevidade, que não apenas incrementa o número de seniores no eleitorado, mas também eleva a proporção dessa faixa etária em relação ao total de votantes, que atualmente já representa mais de 23% dos eleitores.
Além disso, observou-se uma queda na taxa de abstenção entre os eleitores com mais de 60 anos nas últimas eleições: de 37,1% em 2014, para 34,5% em 2022. Esse comportamento contrasta com a tendência geral de abstenção, que aumentou entre a população em geral. Vale ressaltar que o aumento da participação dos eleitores mais velhos sugere um engajamento político motivado por convicções e identidades, tornando esse grupo uma peça-chave no quebra-cabeça eleitoral.
Outro dado relevante a se considerar é a crescente presença de candidaturas entre pessoas acima de 60 anos. Em 2024, mais de 70 mil candidatos nessa faixa etária se inscreveram para as eleições, representando 15% do total de candidaturas. Este crescimento reflete uma mudança não apenas no perfil dos eleitores, mas também no dos candidatos, indicando que a participação ativa da Geração Prateada nas eleições está longe de ser uma questão isolada, mas sim um sinal de uma transformação mais ampla no cenário político brasileiro. Afinal, a voz dessa geração pode não apenas influenciar resultados, mas também moldar a direção política do país nas próximas décadas.
