O relator do caso, deputado Moses Rodrigues (União Brasil-CE), recomendou a suspensão do mandato dos envolvidos por um período de dois meses. Segundo Rodrigues, essa punição é necessária para enfatizar que o Parlamento não tolera comportamentos inadequados. Ele argumentou que “esta Casa deve impor reprimenda severa” para reforçar o compromisso com a ética e a ordem nas deliberações.
Em seu discurso, o relator destacou que não se pode aceitar que um grupo de parlamentares, independentemente de suas convicções políticas, tente impor suas pautas através da coerção física. Essa afirmação ressalta a importância do respeito institucional e da manutenção do bom funcionamento da Câmara, muito além de interesses individuais.
Vale lembrar que Pollon ainda enfrenta outro processo relacionado ao mesmo ato. Além disso, o deputado Ricardo Maia (MDB-BA) apresentou um relatório recomendando a suspensão do mandato de Pollon por 90 dias, em virtude de ofensas pessoais lançadas contra Hugo Motta durante a ocupação do plenário.
O pedido de vista foi apresentado pelo deputado Cabo Gilberto Silva (PL-PB), que ocupa a liderança da oposição. Com isso, o colegiado deve retomar a discussão sobre as possíveis sanções aos parlamentares na próxima semana. O desfecho deste caso é aguardado com expectativa, dada a relevância das decisões em jogo para a imagem e o funcionamento da política nacional. A análise não apenas pode impactar a carreira dos deputados envolvidos, mas também estabelecer precedentes sobre a conduta esperada dos membros do Legislativo em situações de crise.






