Essa não foi a primeira vez que Pablo Marçal atacou a imagem de Guilherme Boulos. Em agosto, durante um debate televisionado, o candidato também fez insinuações sobre o oponente, associando-o ao consumo de entorpecentes por meio de gestos ofensivos.
Em resposta ao indiciamento, Marçal alegou que a rapidez com a qual foi investigado tem o propósito de prejudicar políticos de direita. O candidato afirmou que nunca viu uma investigação ser concluída de forma tão célere e insinuou que em breve será declarado inocente.
Por sua vez, Guilherme Boulos se pronunciou sobre a situação, caracterizando o indiciamento como o primeiro passo para desmascarar as fake news que contaminaram a corrida eleitoral em São Paulo. Além disso, Boulos também mencionou outro episódio em que sofreu difamação, desta vez vinda do governador Tarcísio, que o acusou de ligação com uma facção criminosa durante o segundo turno das eleições.
Diante desses fatos, autoridades como o ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha, e o advogado-geral da União, Jorge Messias, criticaram a postura do governador de São Paulo, salientando a importância da preservação da integridade das eleições e da cultura democrática.
No primeiro turno, a disputa pela prefeitura de São Paulo foi acirrada entre Ricardo Nunes, Guilherme Boulos e Pablo Marçal, com percentuais bem próximos de votos válidos para cada candidato, de acordo com dados do Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo. A população agora aguarda o desfecho dessas acusações e o impacto que poderão ter no resultado final das eleições.
