A Comissão Especial terá um prazo que varia de 10 a 40 sessões do plenário da Câmara para discutir e votar o relatório sobre esta proposta controversa. A PEC em questão, identificada como 32 de 2015, já havia recebido aprovação prévia na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) em junho deste ano, indicando um movimento crescente em direção à discussão de uma questão crítica e polêmica da legislação brasileira.
Durante a instalação da comissão, uma chapa única foi eleita com um total de 19 votos, tendo o deputado Aluísio Mendes, do Republicanos do Maranhão, como presidente. Por decisão de Mendes, ficou decidido que Mendonça Filho assumiria o papel de relator da PEC. O colegiado também elegeu outros cargos de liderança, como o primeiro e segundo vice-presidentes: Guilherme Derrite, do PL de São Paulo, e Benes Leocádio, do União do Rio Grande do Norte, respectivamente, além do terceiro vice-presidente, Sargento Fahur, do PL do Paraná.
Se a proposta avançar na Comissão Especial, ela será encaminhada para os plenários da Câmara e do Senado, onde deverá ser aprovada em dois turnos. Para que a mudança seja efetivada, é necessária a maioria qualificada de três quintos dos parlamentares, tendo em vista que se trata de uma proposta de modificação constitucional.
As opiniões sobre a PEC estão polarizadas. Os defensores argumentam que as leis atuais voltadas para adolescentes são excessivamente brandas e não coíbem a criminalidade. Em contrapartida, representantes de organizações sociais levantam sérias críticas, sustentando que a proposta apenas fomentará o aumento do encarceramento sem trazer resultados efetivos para a segurança pública. A discussão promete gerar debates acalorados, refletindo o desafio da sociedade brasileira em lidar com a questão da criminalidade juvenil e a eficácia da legislação vigente.
