O boletim médico, divulgado ao meio-dia deste sábado, destaca que o ex-presidente permanecerá internado por um tempo adicional enquanto recebe medidas de prevenção a trombose. Além disso, ele iniciará um protocolo de reabilitação motora e funcional, com o objetivo de restabelecer suas capacidades. A equipe médica responsável pela cirurgia inclui um renomado ortopedista e cirurgião de ombro, bem como especialistas em cardiologia.
A autorização para a cirurgia foi concedida pelo ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, que atualmente supervisiona a execução penal de Bolsonaro. Em setembro de 2025, o ex-presidente foi condenado pelo Supremo a 27 anos e três meses de prisão em um caso envolvendo uma tentativa de golpe. Entretanto, ele está cumprindo sua pena em regime de prisão domiciliar, uma medida humanitária implementada em março de 2026, enquanto se recuperava de um quadro de pneumonia.
O despacho de Moraes estabeleceu um prazo inicial de 90 dias para a prisão domiciliar, com a possibilidade de reavaliação ao final desse período, incluindo a solicitação de nova perícia médica. Antes de ter acesso à prisão domiciliar, Bolsonaro estava detido no 19° Batalhão da Polícia Militar, no Complexo Penitenciário da Papuda, uma instalação conhecida pela alta rigidez em seu regime.
Enquanto se recupera e aguarda o desenrolar dos eventos legais que o cercam, Bolsonaro segue sendo uma figura central nas discussões políticas brasileiras, refletindo a polarização acentuada que marca o cenário atual do país. A continuidade de sua recuperação e os desdobramentos judiciais são assuntos de grande interesse para a sociedade.




