A investigação, conduzida pela Polícia Civil do Rio de Janeiro, teve início após uma significativa apreensão realizada pela Polícia Rodoviária Federal em abril de 2024, na localidade de Seropédica, na Baixada Fluminense. Durante essa operação, foram confiscados equipamentos de guerra, incluindo dois fuzis calibre 7,62, uma espingarda calibre 12 e numerosas munições, evidenciando o potencial bélico que estava sendo direcionado a traficantes da famosa comunidade da Rocinha, na Zona Sul do Rio.
Os desdobramentos da apreensão revelaram que uma rota interestadual bem estruturada estava em operação para fornecer armas para a facção Comando Vermelho (CV) na cidade carioca. Diante disso, os investigadores realizaram um trabalho meticuloso que envolveu a análise de dados telemáticos e comunicações digitais, além de um rastreio detalhado de movimentos financeiros e logísticos relacionados à transação e transporte dessas armas.
A quadrilha se mostrava altamente organizada, com seus membros divididos em tarefas específicas, atuando como financiadores, operadores logísticos e transportadores. Para eludir a vigilância policial, adotavam métodos como linguagem cifrada, pagamentos fracionados e veículos adaptados para ocultar armamentos. Além disso, mantinham um sistema de monitoramento das barreiras policiais ao longo do trajeto entre o Rio Grande do Sul e o Rio de Janeiro, permitindo uma movimentação mais segura dos materiais.
Alexandre Albara, segundo as autoridades, desempenhava um papel crucial nos setores financeiro e logístico da organização criminosa em seu estado natal, utilizando seus conhecimentos em mecânica e transporte para facilitar a operação da quadrilha.
Com a detenção de Albara, ainda permanecem foragidos outros membros do grupo, incluindo Deivisson Nunes Gonçalves, Renato de Souza Ferreira, Marcelo Ferreira Lima e Felipe de Souza dos Santos, todos com prisões preventivas decretadas. A busca por estes indivíduos continua, com as forças de segurança trabalhando para desmantelar completamente essa rede criminosa. Albara, por sua vez, já passou por todos os trâmites legais necessários e encontra-se à disposição da Justiça, enquanto as investigações prosseguem.
