Lula Critica Decisão dos EUA sobre Revogação de Visto de Embaixadora do Brasil e Defende Relações Diplomáticas Mais Fortes

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva manifestou sua discordância em relação à decisão dos Estados Unidos de revogar o visto da embaixadora brasileira em Washington, Maria Luiza Ribeiro Viotti. Durante uma entrevista ao podcast Meteoro Brasil, Lula definiu essa ação como “irresponsável” e “impensada”, ressaltando a longa história de 203 anos de relações diplomáticas entre Brasil e EUA.

O presidente destacou a necessidade de reciprocidade nas relações internacionais, enfatizando que o Brasil espera continuar um relacionamento construtivo com o governo norte-americano. Lula questionou a postura adotada pelos EUA, argumentando que a decisão de revogar o visto poderia prejudicar tanto a diplomacia quanto a amizade entre as nações. Ele propôs que a agenda para a chegada do novo embaixador dos EUA ao Brasil fosse determinada pelo governo brasileiro, desafiando a lógica imposta pela Casa Branca.

O Departamento de Estado dos EUA justificou sua ação como uma resposta à demora do Brasil em conceder o aval oficial para a nomeação de Daniel Perez como novo embaixador. O governo brasileiro reagiu com veemência, descrevendo as alegações norte-americanas como “falsas”. Segundo Lula, a decisão foi abrupta e não levou em conta o histórico de cooperação bilateral.

Durante a entrevista, o presidente também mencionou o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, insinuando que a vinda de Rubio ao Brasil para apoiar a oposição poderia ser benéfica para sua própria candidatura. Lula vê essa possível intervenção como uma oportunidade de galvanizar apoio popular.

Atualmente, os EUA estão sem um embaixador no Brasil desde que a diplomata Elizabeth Bagley foi chamada de volta em 2025, após a posse de Donald Trump. A indicação de Perez ainda precisa ser aprovada pelo Senado dos EUA antes de finalizar a nomeação, e a falta de consulta prévia a Brasília sobre sua designação foi um ponto adicional de discórdia.

Essa situação evidencia as tensões atuais nas relações Brasil-EUA, com o governo brasileiro defendendo a necessidade de diálogo respeitoso e equitativo entre as nações.

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