Anvisa Desmente Fake News sobre Ovos Contendo Plástico ou Petróleo e Reforça Segurança Alimentar em Nota Oficial

A recente disseminação de um vídeo nas redes sociais, que afirma a existência de alertas sobre a presença de plástico ou petróleo em ovos, foi desmentida pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Em comunicado oficial divulgado nesta terça-feira, a agência classificou as informações como falsas e ressaltou que não há produtos desse tipo, feitos de plástico ou petróleo, aprovados para consumo humano no Brasil.

A fiscalização da produção de ovos no país é uma responsabilidade do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), que monitora granjas e os processos envolvidos na produção dos alimentos. A Anvisa enfatizou a importância dos consumidores na escolha de produtos de qualidade, recomendando que adquiram ovos apenas de estabelecimentos devidamente registrados e que apresentem rótulos informativos. Esses rótulos devem conter dados essenciais como o lote do produto, origem e data de validade, garantindo assim a segurança alimentar.

A nota de esclarecimento também abordou a questão da higienização dos ovos. A Anvisa aconselha que, caso haja impurezas na superfície dos ovos, a lavagem deve ser feita apenas momentos antes do consumo. Isso se deve ao fato de que a casca do ovo é porosa e possui uma camada protetora natural conhecida como cutícula. Esta película serve como uma barreira contra bactérias, incluindo a Salmonella, e a sua remoção durante a lavagem pode facilitar a penetração de microrganismos. Dessa forma, a prática inadequada pode comprometer a segurança alimentar.

Em relação ao armazenamento, a Anvisa recomenda que os ovos sejam mantidos na geladeira, seguindo as diretrizes estabelecidas pela Resolução (RDC) 727/2022. A agência também alertou para os riscos à saúde associados ao consumo de ovos crus ou mal cozidos, indicando que é crucial adotar práticas seguras na manipulação e preparação desse alimento tão comum na dieta brasileira. Com essas orientações, a Anvisa busca garantir a saúde pública e a confiança dos consumidores na qualidade dos alimentos disponíveis no mercado.

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