Policial militar é suspeito de agredir mulher durante confusão em festa de Carnaval em Rio Largo, Região Metropolitana de Maceió




Policial Militar suspeito de agredir mulher durante festa de Carnaval é investigado em Maceió

Policial Militar suspeito de agredir mulher durante festa de Carnaval é investigado em Maceió

Um policial militar é suspeito de agredir uma mulher durante uma confusão em uma festa de Carnaval, nessa última segunda-feira (12), em Rio Largo, na Região Metropolitana de Maceió. O militar, que se apresentou à paisana, não estava em serviço e a família afirma que ele estava alcoolizado.

Em um vídeo publicado nas redes sociais (veja mais abaixo), a filha da vítima disse que a agressão aconteceu após a namorada do irmão dela se envolver em uma confusão. Eles foram levados para um posto policial, local onde a mãe de um dos envolvidos foi agredida pelo militar. O suspeito de cometer o crime, que chegou ao local logo após a confusão, teria ameaçado o filho da vítima.

— Fomos para esse show. Eu, minha mãe e meu marido ficamos no camarote. Já o meu irmão e a namorada ficaram na pista, junto com um grupo de amigos. Houve uma confusão entre a namorada dele e a ex, ocasionada por ciúmes. Na hora da confusão, os policiais que faziam a segurança da festa pegaram o meu irmão e a namorada e os levaram para uma base, que também fica no local. Uma amiga do meu irmão ligou para a minha mãe e disse que ele estava nessa base. Nesse momento, nós descemos e ficamos aguardando ele ser liberado, quando chegou um outro policial à paisana, que não estava em serviço, que estava embriagado e com a arma em punho, querendo entrar na base para agredir o meu irmão. Os policiais que estavam em serviço não permitiram a entrada desse homem, e ele se deslocou até o local onde eu estava com a minha mãe e disse pra ela que iria “comer o meu irmão vivo e que ainda iria chupar o sangue dele”. Ele ainda derrubou a minha mãe pelos cabelos e começou a bater nela” — descreveu a filha da vítima.

Ainda segundo o relato da mulher, guardas municipais presenciaram as agressões e tentaram intervir, mas foram impedidos pelos policiais militares.

Ao avistar as agressões, agentes da guarda municipal tentaram ajudar a minha mãe, mas não conseguiram porque os policiais militares não deixaram eles se aproximarem dela. Inclusive os policiais empurraram esses guardas, para que eles não socorressem ela. Em seguida, esses mesmos policiais apenas afastaram o homem e o liberaram do local, sem fazer qualquer boletim de ocorrência  completou a mulher.

Associação AME acompanha o caso – Em entrevista ao TNH1, a advogada Júlia Nunes, presidente da Associação AME, entidade que acolhe mulheres vítimas de violência doméstica, disse que a vítima foi submetida a um exame de corpo de delito. Ainda segundo a advogada, a corregedoria da PM foi acionada para identificar os envolvidos no episódio de agressão.

“Nós acionamos a Polícia Militar de Alagoas e a corregedoria da PM para identificar todos os envolvidos nesse episódio de agressão. Temos duas situações: a agressão desse policial à paisana e um possível caso de omissão dos outros policiais. Não foi feito nenhum boletim de ocorrência no local e o policial suspeito de agredir a vítima foi liberado pelos outros policiais. Toda a situação de agressão foi presenciada e visualizada por outros policiais, que impediram um flagrante. Essa situação tem que ser investigada pela corregedoria. Já o PM suspeito de agredir a mulher vai responder pelo crime de lesão corporal”, explicou a advogada.

Secretaria Municipal de Segurança Comunitária e Convívio Social de Rio Largo presta apoio à vítima – Em publicação feita nos comentários do vídeo publicado pela filha da vítima, a Secretaria Municipal de Segurança Comunitária e Convívio Social de Rio Largo prestou apoio à vítima e disse que tomou todas as providências cabíveis.

“Ao saber do fato de agressão injusta e violenta de um policial militar contra uma mulher, informamos ao CMT da área para conhecimento e providências. Nos foi informado e garantido que foi feito o Boletim de ocorrências e que as medidas seriam adotadas pelo excesso cometido e possível omissão de alguns policiais. Deverá ser aberto procedimento administrativo para devida apuração. E qualquer sentimento de ameaça procure a delegacia e a corregedoria da PM”, disse o órgão municipal.


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