Policial civil Carlos Alberto Freire Neto é velado em Niterói após assassinato em ataque a tiros na comunidade do Muquiço, no Rio de Janeiro.

Na manhã de quinta-feira, 9 de outubro, a Câmara Municipal de Niterói foi o local de um tocante velório para o policial civil Carlos Alberto Freire Neto, de 35 anos, que foi morto em um ataque a tiros na comunidade do Muquiço, em Guadalupe, na Zona Norte do Rio de Janeiro. Freire, pai de dois filhos e residente em Niterói, integrava a Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense desde maio deste ano, após atuar em outras delegacias na região, incluindo Niterói e São Gonçalo. Ele também havia sido parte da equipe de segurança do vereador Douglas Gomes.

O velório reuniu familiares, amigos, colegas de trabalho da polícia, além de diversas autoridades que foram prestar suas últimas homenagens. A comoção foi palpável, refletindo a perda não apenas de um agente da lei, mas de um homem querido por aqueles que o conheciam. O corpo foi cremado no Cemitério Parque da Colina, em Pendotiba, após um emocionante cortejo.

Durante a cerimônia, as homenagens se multiplicaram nas redes sociais. O vereador Douglas Gomes expressou sua profunda tristeza, ressaltando a amizade que tinha com Carlos e lamentando a brutalidade da morte do policial. “Hoje, não perdemos apenas um policial. Perdemos um amigo, um irmão de caminhada. Sua coragem e lealdade jamais serão esquecidas”, escreveu Gomes.

Outro político, o vereador Daniel Marques, também se manifestou, enfatizando a necessidade de enfrentar o alarmante cenário de violência no Rio de Janeiro. Ele lamentou que Carlos foi morto enquanto cumpria uma ordem judicial, um lembrete sombrio da vulnerabilidade dos profissionais que arriscam suas vidas em nome da segurança pública.

O prefeito de Niterói, Rodrigo Neves, acrescentou sua voz ao coro de condenação à violência que aflige o Estado, expressando suas condolências à família e chamando a atenção para a “absolutamente inaceitável” realidade de domínio do crime em várias regiões.

Carlos Freire foi alvejado durante uma missão de reconhecimento, onde ele e três colegas foram emboscados. Ele não sobreviveu aos ferimentos, enquanto uma policial que acompanhava a equipe foi atingida na perna e se encontra em estado estável após cirurgia. Após o ataque, a Polícia Civil lançou uma operação na comunidade, resultando na prisão de quatro suspeitos e na apreensão de material ilegal, enquanto a investigação segue a cargo da Delegacia de Homicídios da Capital.

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