Testemunhas relataram que os policiais confundiram as ferramentas de construção dos pedreiros com armas, desencadeando os disparos que resultaram nas fatalidades. Esse episódio gerou uma onda de revolta e protestos, especialmente durante os funerais, onde a presença de viaturas policiais aumentou a tensão. Durante o sepultamento de Marcelo, uma série de dez viaturas cercou o cemitério, o que foi interpretado como uma medida intimidatória, deixando os presentes incomodados e sentindo-se desrespeitados. De acordo com um policial, essa estratégia tinha como objetivo evitar possíveis manifestações de moradores localizados em Jardim Catarina.
O governador em exercício do estado, desembargador Ricardo Couto, expressou seu profundo pesar pela tragédia. Em uma nota oficial, o governo do Rio de Janeiro informou que Couto havia determinado que a Procuradoria Geral começasse os trâmites para assegurar que as famílias das vítimas recebam a devida indenização. O governador também afirmou que as investigações devem ser acompanhadas com rigor e transparência, solicitando que tanto a Polícia Civil quanto a Militar esclareçam todos os detalhes do ocorrido e garantam a responsabilização pertinente. Em um gesto de cautela, os policiais envolvidos na ação já foram afastados das atividades operacionais enquanto a investigação prossegue.
A Polícia Civil, por sua vez, anunciou que realizarão uma perícia minuciosa nas armas utilizadas durante a operação e solicitaram as gravações das câmeras corporais dos agentes para ajudar a elucidar a dinâmica da ação. Embora os investigadores busquem esclarecer os eventos trágicos, a comunidade se une em busca de justiça, solidificando o clamor por respostas e accountability neste caso que gerou tanta comoção.
