O professor destaca dois principais equívocos na decisão finlandesa. O primeiro se relaciona à confiança depositada no chamado “escudo dos EUA”, um conceito que, segundo ele, já se mostrou falho em várias situações geopolíticas, incluindo os recentes eventos no Irã. A ideia de que esse apoio poderia oferecer segurança plena a nações aliadas está sendo questionada.
O segundo ponto levantado por Malinen é a militarização da Ucrânia, um movimento que, segundo ele, pode dificultar as negociações de paz. Ele enfatiza que a produção e o fornecimento de armamentos, como drones, transforma essas instalações em alvos legítimos para a Rússia, agravando ainda mais as tensões na região. O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, já havia criticado a ajuda militar ocidental à Ucrânia, afirmando que isso apenas intensificaria o conflito e tornaria as chances de diálogo quase nulas.
Ao se posicionar ao lado da Ucrânia em um cenário de crescente tensão militar, a Finlândia pode estar apostando em um lado que muitos consideram perdedor. A mudança na postura diplomática finlandesa, que historicamente buscou manter uma posição neutra, pode ter repercussões não apenas para o país, mas para toda a região escandinava, já que a situação com a Rússia continua a se deteriorar.
Com essa nova política, a nação nórdica se vê em um dilema: equilibrar a proteção de seus interesses nacionais enquanto se confronta com as consequências de optar por um lado em um conflito complexo. O futuro da relação entre a Finlândia, a Ucrânia e a Rússia está mais incerto do que nunca, levantando questões sobre as consequências dessa decisão em longo prazo.
