Nova Nomenclatura de Linhas de Ônibus no Rio Gera Confusão Entre Passageiros e Precisa de Glossário Explicativo

A recente atualização no sistema de identificação das linhas de ônibus do Rio de Janeiro trouxe à tona uma nova série de siglas que, para muitos passageiros, são um verdadeiro quebra-cabeça. Tradicionalmente, cada linha era representada por três dígitos, sendo que algumas linhas mais sofisticadas utilizam quatro. No entanto, em um esforço para reorganizar e esclarecer a circulação dos coletivos, a Secretaria Municipal de Transportes (SMTR) implementou a inclusão de letras que acompanham esses números, resultando em uma nova complexidade para os usuários.

Em meio a essa transformação, uma das inovações mais notáveis é a introdução da sigla LECD, que significa Linha Experimental de Coleta de Dados. Com um prazo de teste de 180 dias — passível de renovação —, essas linhas são criadas para avaliar a demanda do trajeto e apenas após aprovação se tornam linhas permanentes, recebendo a conhecida numeração de três dígitos.

Um exemplo prático dessa mudança ocorreu no final do ano passado, com a criação da LECD 129, que substituiu a linha 309 e tinha o trajeto entre Central e Alvorada. Porém, após a desativação da linha 309, a nova linha foi renumerada para 319, que agora tem uma variante, a SV 319, que passa pela Praia do Flamengo. A transição entre essas nomenclaturas tem gerado confusão entre os usuários, que agora precisam se adaptar às novas siglas e conceitos.

Esta adaptação não é simples, principalmente em áreas como Vila Isabel, onde várias linhas experimentais, como as LECDs 150, 154 e 155, surgiram para substituir linhas desativadas. Além disso, há a LECD 151, que alterou o trajeto da linha 435, visando aliviar o congestionamento em horários de pico, suscetível a críticas no que diz respeito à frequência dos ônibus. A mudança nas rotas, como a alteração do 483 para a SV 483 — com o trajeto via Parque União — também suscita preocupações entre os passageiros, que temem confusões.

Além das LECDs, várias siglas ajudam a descrever o funcionamento das linhas: o Serviço Excepcional (SE) indica mudanças temporárias, como as que acontecem durante eventos. Os serviços noturnos têm a classificação de Serviço Noturno (SN), enquanto o Serviço Parcial (SP) e o Serviço Rápido (SR) atendem a diferentes necessidades de trajeto e velocidade. Assim, a nova sistemática não apenas visa organizar o transporte público, mas também almeja melhorar a experiência dos passageiros.

Com tantas siglas e nomenclaturas, a esperança é que a SMTR desenvolva um glossário facilmente acessível, permitindo que os usuários se orientem melhor em suas viagens diárias. Para tradicionalmente engajar a população, a administração municipal ainda tem a tarefa de comunicar claramente essas mudanças, garantindo que os passageiros possam facilmente entender e se adaptar a essas novas designações sem complicações adicionais.

Sair da versão mobile