Díaz-Canel argumentou que o objetivo do bloqueio não se limita a uma agressão contra o governo cubano, mas visa gerar uma fragmentação social no país, criando um ambiente propício à instabilidade. Ele questionou a lógica por trás da ideia de que o embargo seria um ataque direcionado apenas à liderança do país, enfatizando que o que está em jogo é um plano de sufocamento coletivo que busca agravar a crise em Cuba.
As tensões entre Washington e Havana se acentuaram, especialmente após a recente operação militar dos EUA na Venezuela, que resultou no sequestro do presidente Nicolás Maduro. Em resposta, o ex-presidente americano Donald Trump adotou medidas severas, incluindo a proibição da importação de petróleo da Venezuela para Cuba, o que intensificou a crise de abastecimento na ilha. Desde a adoção dessas novas diretrizes, a escassez de combustíveis tem afetado gravemente setores cruciais, como a geração de eletricidade, transporte, e até mesmo a saúde pública e a educação.
Oficiais cubanos apontam que a intenção de Washington é, de fato, debilitar a economia da ilha, aprofundando as dificuldades da população e tornando a vida cotidiana insuportável. Até agora, a ajuda externa tem sido escassa; este ano, por exemplo, apenas um navio russo trouxe 100 mil toneladas de petróleo bruto, um gesto que muitos consideram insuficiente frente a uma crise que se agrava a cada dia.
Diante desse cenário, o presidente cubano fez um apelo à comunidade internacional para que a realidade cubana seja levada em consideração, destacando que os efeitos do embargo não são apenas uma questão política, mas sim, um problema humanitário que afeta diretamente a vida de milhões.
