Díaz-Canel: Embargo dos EUA a Cuba é tentativo de “genocídio”, diz presidente durante reunião da Assembleia Nacional.

O presidente cubano Miguel Díaz-Canel trouxe à tona críticas contundentes sobre o embargo econômico e o bloqueio energético impostos pelos Estados Unidos, durante uma recente sessão da Assembleia Nacional do Poder Popular. Em suas declarações, ele classificou essas medidas como tentativas de reverter os horrores do “genocídio em Gaza”, afirmando que os impactos causados a mais de 9 milhões de cubanos são “humanamente insuportáveis”.

Díaz-Canel argumentou que o objetivo do bloqueio não se limita a uma agressão contra o governo cubano, mas visa gerar uma fragmentação social no país, criando um ambiente propício à instabilidade. Ele questionou a lógica por trás da ideia de que o embargo seria um ataque direcionado apenas à liderança do país, enfatizando que o que está em jogo é um plano de sufocamento coletivo que busca agravar a crise em Cuba.

As tensões entre Washington e Havana se acentuaram, especialmente após a recente operação militar dos EUA na Venezuela, que resultou no sequestro do presidente Nicolás Maduro. Em resposta, o ex-presidente americano Donald Trump adotou medidas severas, incluindo a proibição da importação de petróleo da Venezuela para Cuba, o que intensificou a crise de abastecimento na ilha. Desde a adoção dessas novas diretrizes, a escassez de combustíveis tem afetado gravemente setores cruciais, como a geração de eletricidade, transporte, e até mesmo a saúde pública e a educação.

Oficiais cubanos apontam que a intenção de Washington é, de fato, debilitar a economia da ilha, aprofundando as dificuldades da população e tornando a vida cotidiana insuportável. Até agora, a ajuda externa tem sido escassa; este ano, por exemplo, apenas um navio russo trouxe 100 mil toneladas de petróleo bruto, um gesto que muitos consideram insuficiente frente a uma crise que se agrava a cada dia.

Diante desse cenário, o presidente cubano fez um apelo à comunidade internacional para que a realidade cubana seja levada em consideração, destacando que os efeitos do embargo não são apenas uma questão política, mas sim, um problema humanitário que afeta diretamente a vida de milhões.

Sair da versão mobile