Os policiais envolvidos, identificados como Artur Oliveira Dalsin, Marcelo Inácio Vasconcelos Silva e Lucas Valente, ocupam cargos de investigador de polícia na Polícia Civil de São Paulo. Eles estão na Classe Especial, com vencimentos mensais de R$ 7,7 mil. Esse caso chocou a opinião pública e levantou debates sobre a eficácia dos mecanismos de controle e punição no âmbito das instituições policiais.
Todo o episódio teve início com o desvio de cocaína apreendida em Cubatão, que seria enviada pelo PCC para a Europa através do Porto de Santos. Os agentes foram acusados de negociar a devolução da droga por R$ 5 milhões, em um esquema que envolvia um advogado ligado à facção criminosa. A descoberta dessa transação suspeita foi resultado de investigações da Polícia Federal, que interceptou conversas comprometedoras no celular do advogado em questão.
Esses graves desdobramentos levaram à prisão dos agentes e de outros envolvidos na operação, além do afastamento dos policiais das suas funções, por determinação do Tribunal Regional Federal da 3ª Região. Contudo, a anulação de provas obtidas durante a investigação acabou resultando na reintegração dos agentes à Polícia Civil de São Paulo.
Os diálogos interceptados pela PF revelam a suposta colaboração dos investigadores com membros do PCC em outros inquéritos, demonstrando a gravidade e a extensão das relações indevidas estabelecidas por esses policiais. A decisão de colocá-los de volta em atividade levanta questionamentos sobre a transparência e a eficácia do sistema de justiça e controle disciplinar no ambiente policial em São Paulo.