Policiais militares de Alagoas presos após ocorrência de violência doméstica envolvendo irmão do prefeito de Maceió

Dois policiais militares de Alagoas foram afastados de suas funções após se envolverem em uma ocorrência de violência doméstica envolvendo o Dr. JHC, irmão do prefeito de Maceió JHC, e sua noiva, a dentista Isadora Martins. A atuação dos agentes resultou em críticas e questionamentos, levando à prisão administrativa dos policiais.

Segundo a justificativa assinada pelo comandante da PM, coronel Paulo Amorim Feitosa Filho, os policiais teriam agido com má intenção ou falta de atenção durante o serviço. De acordo com a PM, os agentes deveriam ter conduzido a vítima até a delegacia da Polícia Civil para evitar qualquer tipo de coação, o que foi feito por outro militar, o subtenente Gilvan Cabral, lotado na Assessoria Militar da prefeitura de Maceió e sem relação com o caso. O subtenente também teve sua prisão administrativa determinada para apurar sua participação na ocorrência, mas até o momento, ele não se apresentou à corporação.

A discussão entre o casal teria ocorrido na noite de sábado, quando a PM foi acionada para atuar em uma ocorrência de violência doméstica. Isadora Martins afirmou que havia discutido com seu noivo e que ele havia se trancado no quarto, impedindo que ela retirasse seus pertences. Ela negou ter sido agredida pelo parceiro.

Além do casal, estavam presentes no local dois militares ligados ao prefeito JHC: o subtenente Gilvan e o bombeiro major Luiz Diego. Este último chegou a ser anunciado como candidato ao Senado em 2022 pelo prefeito, mas não concorreu à eleição. Os militares foram responsáveis por levar Isadora para a delegacia, onde o caso foi registrado. No entanto, Isadora informou que não tinha interesse em registrar um boletim de ocorrência e não desejava medidas protetivas contra seu parceiro.

O subtenente Gilvan teria descumprido uma ordem de comparecer à sede da Unidade de Rondas Ostensivas Táticas Metropolitanas (ROTAM) até quarta-feira, resultando na abertura de um Processo Administrativo Disciplinar contra ele. Segundo a PM, o militar teria retirado de forma indevida uma vítima de violência doméstica que estava sob custódia de policiais que atendiam a ocorrência.

A atuação dos policiais nesse caso sensível gerou uma série de questionamentos e resultou em medidas administrativas por parte da Polícia Militar de Alagoas. O caso continua sendo acompanhado de perto pelas autoridades para garantir a adequada apuração e responsabilização, se necessário.

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