De acordo com a denúncia do Gaeco, os policiais demonstraram um “evidente desprezo” pelas determinações judiciais. Apesar de terem o benefício de cumprir a prisão em casa, eles não respeitaram condições básicas, como o recolhimento noturno e durante os finais de semana. O caso de Dias Chaves é particularmente alarmante: durante a investigação, foi confirmado que a tornozeleira eletrônica a qual estava submetido foi desligada em pelo menos nove ocasiões, permanecendo fora de operação por mais de três dias em uma dessas situações, dificultando o acompanhamento de seu cumprimento.
A operação desta terça-feira é parte de um amplo esforço do Gaeco, que já havia realizado a primeira fase da Operação Petrorianos em março de 2024, com o objetivo de desmantelar uma organização criminosa que contava com a participação de policiais militares e civis. Na ocasião, foram cumpridos 20 mandados de prisão e 50 de busca e apreensão. A operação teve alvos significativos, incluindo 18 policiais da ativa e um policial penal ligados a Rogério Andrade, resultando em 31 pessoas denunciadas por envolvimento em atividades ilícitas.
Toda a operação contou com o suporte da Coordenadoria de Segurança e Inteligência (CSI/MPRJ) e da Corregedoria da Polícia Militar, ressaltando a seriedade das acusações e a necessidade de vigilância em relação a práticas ilícitas dentro das instituições de segurança pública. O nome “Petrorianos”, uma referência histórica à Guarda Pretoriana da Roma Antiga, simboliza a proteção que esses agentes deveriam oferecer à sociedade, contrastando com suas ações ilegais.





