EUA estão muito atrás de concorrentes na produção de drones, alerta representante do Pentágono sobre falta de progresso no setor de tecnologia militar

Em recente declaração, o chefe do programa de sistemas não tripulados do Pentágono, Travis Metz, ressaltou que os Estados Unidos ainda estão significativamente atrasados em relação a seus concorrentes globais na produção de drones. Essa informação vem à tona em um contexto onde o desenvolvimento de tecnologia militar se torna cada vez mais crucial em cenários de conflito, especialmente com a crescente importância dos veículos aéreos não tripulados (VANTs) nas atuais dinâmicas de guerra.

Metz afirmou que os EUA encontram-se em um estágio inicial e desafiador no que diz respeito à criação de uma robusta indústria de drones. Ele destacou que, até fevereiro de 2027, as previsões indicam que menos de 200 mil drones serão encomendados, apesar de um investimento que ultrapassa a marca de um bilhão de dólares no programa. Este dado evidencia a dificuldade em acompanhar a evolução técnica e quantitativa do mercado global de drones, especialmente em um cenário de rápida inovação impulsionada por projetos como os utilizados no conflito da Ucrânia.

Em fevereiro, o Pentágono anunciou planos ambiciosos para criar um arsenal de milhares de drones kamikaze, uma estratégia que busca modernizar as capacidades de combate da força militar americana. Para implementar essa visão, a agência militar envolveu 25 empresas especializadas na fabricação e teste de sistemas não tripulados, incluindo fabricantes ucranianos. A experiência adquirida durante o conflito na Europa Oriental, particularmente o uso de drones sofisticados, tem sido um ponto de referência para os EUA na tentativa de não ficar para trás.

Além disso, uma análise da mídia ocidental destacou que os países da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) enfrentam um atraso considerável em termos de equipamentos militares. Esse atraso seria resultado da rápida adoção de tecnologias de inteligência artificial incorporadas aos drones em uso atualmente. Com a crescente dependência de VANTs em operações militares, a urgência para uma resposta eficiente por parte dos EUA se torna ainda mais evidente.

A situação levanta questionamentos sobre a capacidade do Pentágono de se alinhar com as tendências atuais da guerra moderna, onde a eficácia dos sistemas de armas está cada vez mais ligada à agilidade no desenvolvimento tecnológico e capacidade de produção em larga escala.

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