Os investigadores revelaram que a quadrilha operava utilizando uma empresa de fachada, aparentemente especializada em dedetização, como fachada para enganar os moradores da região. De acordo com o modus operandi da gangue, os criminosos convenciam as vítimas a realizar manutenções mensais que, na realidade, nunca aconteciam. Em contrapartida, cobravam valores exorbitantes por serviços não prestados, o que levou muitas pessoas a acumularem perdas significativas.
A operação que culminou na prisão de Souza começou quando a delegacia recebeu informações indicando que um dos membros do grupo havia retornado a um dos imóveis de uma vítima para realizar uma suposta aplicação de produtos químicos. Ao chegarem ao local, os policiais flagraram Souza em meio a simulações da aplicação de produtos, evidenciando a continuidade da prática delituosa.
As investigações apontam que a vítima em questão já havia sido alvo de dois pagamentos ao grupo, totalizando R$ 118 mil — R$ 46 mil em uma ocasião e R$ 72 mil em outra. Durante a abordagem, a polícia apreendeu com Souza uma máquina de cartão e documentos que continham contratos com outros clientes, o que sugere a possibilidade de um número maior de vítimas, cada uma delas enganada ao pagar valores bem acima dos praticados no mercado.
Além disso, a delegacia também apurou indícios de que Souza pode estar envolvido em um golpe que resultou em prejuízo de R$ 79 mil a um idoso de 80 anos. A prisão e os desdobramentos dessa investigação podem indicar um esquema muito mais amplo, levantando suspeitas sobre a atuação desse grupo criminoso em diversas áreas da Zona Sul do Rio.





