As ações foram conduzidas pelo Comando de Polícia Ambiental (CPAm), que não apenas apreendeu os balões, mas também deteve indivíduos suspeitos de envolvimento na fabricação e soltura desses objetos. Durante as operações, foram confiscados materiais perigosos, como maçaricos, botijões de gás, estruturas metálicas, explosivos e grandes bandeiras. Esses itens não apenas mostram a seriedade do problema, mas também ressaltam o potencial risco à segurança pública e ao meio ambiente.
No total, desde o início do ano até meados de junho, foram apreendidos 42 balões em todo o estado. Esse número acende um alerta sobre a necessidade de uma fiscalização contínua e de iniciativas educativas voltadas à população. O coronel Sylvio Guerra, secretário de Polícia Militar, enfatizou que o engajamento da sociedade é vital para prevenir tragédias e para a proteção da vida. Ele alertou sobre a gravidade da prática, afirmando que soltar balões é crime e pode causar acidentes fatais.
Os balões juninos são considerados artefatos inflamáveis e não tripulados, que, ao caírem, podem gerar incêndios em áreas florestais e urbanas, principalmente em épocas de estiagem. Além disso, representam uma séria ameaça à aviação civil. As condições climáticas podem dificultar a detecção desses dispositivos pelos radares, elevando o risco de colisões com aeronaves.
As penalidades para quem for flagrado fabricando, vendendo, transportando ou soltando balões são severas, incluindo detenção de um a três anos e multas que podem chegar a R$ 500 por balão apreendido. A conscientização e a colaboração da população são, assim, fundamentais para a proteção do meio ambiente e a segurança coletiva. Para facilitar essa articulação entre a polícia e os cidadãos, existem canais de denúncia, como o Disque-Balão, disponível na Linha Verde do Disque-Denúncia, onde é possível realizar denúncias de forma anônima.
