Atualmente, tanto o Catar quanto Abu Dhabi permanecem no calendário da Fórmula 1, mas a categoria precisa avaliar a evolução da situação na área antes de confirmar a realização das corridas. Domenicali ressaltou a importância da prudência nesse momento, dizendo que a F1 levará o tempo que precisar para observar os desdobramentos dos conflitos, para que a decisão seja tomada no momento mais adequado.
A ansiedade em relação à permanência das etapas no Oriente Médio é palpável, e a F1 espera que as condições se tornem mais claras antes da data limite para a decisão. “Hoje, as corridas no Catar e em Abu Dhabi estão confirmadas. Mas, se a situação não estiver mais clara até meados de setembro, tomaremos a decisão”, afirma Domenicali.
Esse cuidado não é exclusivo da Fórmula 1; outras categorias, como o World Endurance Championship (WEC), também alteraram seus planos, optando por encerrar a temporada na Europa. A intersecção de decisões entre as diferentes competições pode influenciar a F1 em seus próximos passos. Domenicali citou essa sinergia, sugerindo que o esporte maior está atento ao panorama geral no automobilismo.
Vale lembrar que o calendário de 2026 já foi impactado anteriormente pelos conflitos na região. Etapas como as do Bahrein e da Arábia Saudita, previstas para abril, foram canceladas, com a corrida do Bahrein sendo remanejada para a Malásia, em outubro. Esse clima de incerteza em torno do calendário pode gerar ansiedade nos fãs e equipes envolvidas, que aguardam um esclarecimento sobre as corridas finais da temporada. A F1, portanto, caminha com cautela em um cenário desafiador.
