Polícia Legislativa investiga Felipe Neto por insulto a Arthur Lira, que qualifica ato como falta de educação e não liberdade de expressão.


A Polícia Legislativa da Câmara dos Deputados abriu um inquérito para investigar um suposto crime de injúria cometido pelo influenciador Felipe Neto contra o presidente da Casa, Arthur Lira. Durante uma sessão na terça-feira, 23, o youtuber chamou Lira de “excrementíssimo”, o que levou à abertura da investigação. Felipe Neto nega que tenha tido a intenção de ofender a honra do parlamentar.

O influenciador foi autuado por injúria, um crime que prevê pena de um a seis meses de detenção ou multa. A situação é agravada quando a vítima é um servidor público ou o presidente da Câmara, do Senado ou do STF. Felipe Neto afirmou que ainda não foi notificado sobre a autuação.

Segundo a assessoria de Arthur Lira, a Procuradoria Parlamentar da Câmara irá processar criminalmente o influenciador na Justiça Federal. O deputado se manifestou nas redes sociais chamando a atitude de Felipe Neto de um comportamento em busca de likes e afirmou que isso não é liberdade de expressão, mas sim falta de educação.

Durante o simpósio sobre regulação de plataformas digitais, onde o youtuber fez o comentário polêmico, Felipe Neto defendeu a importância de envolver a população nas discussões sobre o assunto. Ele critica a atuação de Arthur Lira em relação ao PL das Fake News, que, segundo ele, foi “triturado” pelo presidente da Câmara.

Em resposta às acusações, Felipe Neto emitiu uma nota em que afirma estar sofrendo tentativas de silenciamento desde que passou a se posicionar contra a extrema direita. Ele diz que sua intenção era fazer uma crítica irônica à atuação de Lira em relação ao projeto de lei e se surpreende com a reação do deputado, que, segundo ele, já defendeu a liberdade de expressão no Congresso.

O influenciador reitera que não se intimidará com as tentativas de silenciá-lo e continuará enfrentando qualquer forma de censura. A situação envolvendo Felipe Neto e Arthur Lira continua sendo acompanhada e gerando discussões sobre liberdade de expressão e limites no meio digital.

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