Polícia Federal prende casal no Suriname por tráfico de armas para o Comando Vermelho e decreta bloqueio de R$ 500 milhões em bens.

No último sábado, 20 de junho de 2026, a Polícia Federal do Brasil realizou a prisão de um casal no Suriname, sob suspeita de envolvimento no envio de armas para o grupo criminoso conhecido como Comando Vermelho (CV). Essa ação foi fruto de uma cooperação entre as autoridades brasileiras e as do Suriname, com apoio da Adidância da Polícia Federal em Paramaribo, a capital do Suriname.

O casal, identificado como Arnaldo Ribeiro e Denise Mendonça, teria funções específicas dentro desse esquema criminoso. Arnaldo, supostamente, era responsável pela entrega de armas ao CV, enquanto Denise atuava na coordenação logística e financeira das operações. Após serem detidos, foram trazidos para Belém, no estado do Pará, onde foram recebidos por agentes da Polícia Federal.

Além das prisões, a Justiça brasileira determinou o bloqueio e sequestro de bens avaliados em cerca de R$ 500 milhões, abrangendo não apenas o casal, mas também outros indivíduos envolvidos, incluindo um operador financeiro baseado no Rio de Janeiro e um segundo suspeito localizado em Tabatinga, no Amazonas, ambos também detidos.

Recentemente, o Comando Vermelho ganhou destaque internacional ao ser designado, juntamente com a facção Primeiro Comando da Capital (PCC), como um grupo “terrorista global especialmente designado” pelos Estados Unidos. Essa classificação, anunciada em 28 de maio, representa um passo significativo no enfrentamento de organizações criminosas que atuam não apenas no Brasil, mas que têm conexões internacionais.

O governo brasileiro reiterou seu compromisso em combater o crime organizado e criticou as tentativas de politização das questões de segurança pública, ressaltando a gravidade da situação. A administração classificou como inaceitável a busca de alguns brasileiros por apoio de autoridades estrangeiras em assuntos que deveriam ser tratados internamente.

As investigações da Polícia Federal continuam, mostrando a complexidade e a seriedade do problema das facções criminosas que operam no Brasil. Essa operação não só mostra a articulação de forças de segurança de diferentes países, mas também destaca a necessidade de uma resposta robusta e coordenada contra o crime organizado, que afeta diretamente a segurança e a estabilidade social.

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