Polícia Civil investiga despejo ilegal de resíduos hospitalares após imagens de caminhão em Maceió e alerta sobre a gravidade do crime ambiental.

Imagens revelam despejo ilegal de resíduos hospitalares em Maceió

Polícia investiga descarte irregular de resíduos hospitalares em terreno aberto.
Polícia investiga o descarte irregular de resíduos hospitalares. Os responsáveis podem ser processados por crime ambiental. Reprodução/TV Pajuçara

A Polícia Civil de Maceió deu início a uma investigação sobre o descarte ilegal de resíduos hospitalares em uma área descoberta, localizada no Vale do Reginaldo. O fato chamou a atenção da população, especialmente após a divulgação de imagens que mostram um caminhão despejando material na região durante a noite. Essas imagens rapidamente se espalharam pelas redes sociais, gerando preocupação e indignação entre os residentes.

De acordo com o delegado responsável pelo caso, Roberto Davino, as evidências capturadas nas fotos são claras o suficiente para identificar tanto o caminhão quanto a empresa associada à sua operação. Com essas informações em mão, a polícia já iniciou o processo de investigação a fim de localizar os responsáveis por esta ação criminosa. “Está identificado de quem é o carro e a serviço de quem ele estava. Nós instauramos um inquérito policial e iremos responsabilizar quem fez isso”, afirmou o delegado em entrevista.

O ato de despejo irregular de resíduos é considerado um crime ambiental, podendo acarretar penas que variam de um a quatro anos de reclusão. No entanto, a situação se agrava quando se trata de resíduos hospitalares, os quais incluem medicamentos que, se descartados inadequadamente, elevam a severidade da punição. Caso fique comprovada a presença desses materiais, a pena pode ser aumentada de um sexto a um terço. “Se ficar comprovado que havia material hospitalar ou medicamentos, a pena pode aumentar de um sexto até um terço”, esclareceu Davino.

A investigação também prevê que a empresa envolvida será obrigada a remover todo o material despejado e dispor corretamente dos resíduos por meio da incineração, procedimento fundamental quando se trata de lixo hospitalar. “O produto hospitalar precisa ser incinerado. Não pode ser jogado de qualquer maneira, em qualquer lugar”, enfatizou o delegado.

As primeiras apurações indicam que o descarte aconteceu durante a noite, possivelmente na tentativa de evitar ser flagrado em ação. Contudo, moradores atentos conseguiram registrar a irregularidade e acionaram as autoridades, contribuindo para a rápida movimentação policial. A Polícia Civil destacou que já possui registros de aproximadamente 14 outros casos semelhantes, alguns dos quais já foram encaminhados à Justiça.

As autoridades reforçam a importância da participação da população na denúncia de crimes ambientais. Informações podem ser enviadas de forma anônima por meio dos canais de denúncia disponíveis, contribuindo para a preservação do meio ambiente e segurança da comunidade.

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