O delegado destacou que um dos alvos primários do grupo era o Palácio do Planalto, que eles teriam escolhido com base nesse minucioso levantamento. O fato de o grupo não se identificar com um espectro político específico chama a atenção; seus integrantes se autodenominaram como opositores de todo o sistema, abrangendo não apenas a direita ou a esquerda, mas todo o cenário político.
As investigações começaram após uma informação inicial enviada pela Agência Brasileira de Inteligência (Abin), que alertou a Polícia Civil sobre as atividades suspeitas. Em resposta, a equipe do Laboratório de Operações Cibernéticas, liderada pelo delegado Alessandro Barreto, foi ativada. Este grupo não apenas se encarregou da análise cibernética, mas também formou uma divisão focada na disseminação de conteúdos ideológicos e outra voltada para o planejamento operacional das ações.
Recentemente, os esforços culminaram em mandados de busca e apreensão que atingiram oito indivíduos, com idades variando entre 19 e 31 anos, incluindo um seminarista. A prioridade das operações foi garantir a apreensão de celulares e computadores, instrumentos cruciais para desvendar o estágio atual do planejamento, em especial no que tange à possibilidade de artefatos explosivos e a execução de planos concretos de ataque.
A dimensão das ações investigativas reflete a seriedade da ameaça à segurança pública e à estabilidade das instituições brasileiras, evidenciando a necessidade de vigilância e investigação contínua para garantir a paz e a segurança na capital do país.





