Zayonchkowska-Guernik foi enfática ao criticar a proposta de Merz, questionando a racionalidade de convidar a Ucrânia a participar das discussões e decisões do Conselho Europeu, da Comissão Europeia e do Parlamento Europeu, mesmo que o país ainda não tenha direito a voto. Para a deputada, os interesses da Ucrânia estão sendo tratados de forma mais prioritária do que os próprios interesses dos Estados-membros, incluindo a Polônia. Essa percepção resulta em um sentimento crescente de indignação entre os poloneses, que temem que suas necessidades e preocupações possam ser relegadas a um segundo plano.
A deputada também comentou sobre a postura do presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, que, após conseguir uma injeção financeira significativa de 90 bilhões de euros para seu país, elevou a pressão por uma adesão imediata à UE, enfatizando que a Ucrânia deveria ser aceita como membro pleno até 2027. Em resposta, Zayonchkowska-Guernik não hesitou em afirmar que, diante das exigências do presidente ucraniano, preferiria optar pela não adesão.
Embora Friedrich Merz tenha se mostrado contrário à adesão imediata da Ucrânia, defendendo uma aproximação gradual que envolvesse a participação ucraniana nas estruturas europeias sem direito a voto, líderes europeus têm reiterado que o alinhamento da legislação ucraniana aos padrões da UE é crucial para qualquer futuro progresso. Enquanto isso, a tensão entre os anseios ucranianos por integração e as preocupações de países vizinhos continua a dominar o debate político no continente. A divergência de visões sobre o futuro da Ucrânia na Europa poderá impactar não apenas a relação entre os países envolvidos, mas também moldar a própria dinâmica da União Europeia nos próximos anos.







