Dia Nacional de Prevenção alerta para hipertensão arterial em jovens e crianças; doença silenciosa é fator de risco grave para complicações de saúde.

Neste domingo, 26 de outubro, é celebrado o Dia Nacional de Prevenção e Combate à Hipertensão Arterial, uma data que visa conscientizar a população sobre a importância do controle desta doença silenciosa, que vem crescendo entre diferentes faixas etárias, incluindo adolescentes e crianças. De acordo com dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), a hipertensão arterial, também conhecida como pressão alta, não é uma condição restrita aos adultos ou idosos, e pode afetar pessoas de todas as idades.

O Ministério da Saúde define a hipertensão como uma doença crônica caracterizada por níveis elevados de pressão nas artérias. Esse estado forçado de pressão arterial provoca um trabalho excessivo do coração, que precisa fazer um esforço maior para bombear o sangue pelo corpo. As consequências da hipertensão são alarmantes, uma vez que ela se coloca como um dos principais fatores de risco para diversas doenças graves, como AVC, infarto, aneurisma arterial e até insuficiência renal e cardíaca.

Em torno de 90% dos casos de hipertensão têm uma relação hereditária, mas há uma gama de fatores que também influenciam os níveis de pressão arterial, entre eles: o tabagismo, o consumo de álcool, a obesidade, o estresse, a dieta excessivamente salgada, a diabetes e o sedentarismo.

Recentemente, uma nova diretriz brasileira redefiniu o que se considera pressão normal: aferições de 12 por 8 mmHg são agora classificadas como pré-hipertensão. Essa mudança visa a detecção precoce de indivíduos em risco, promovendo intervenções não medicamentosas para evitar a progressão da hipertensão.

Os sintomas da hipertensão costumam ser silenciosos, frequentemente se manifestando apenas em níveis elevados de pressão. Quando isso ocorre, os pacientes podem experimentar dores no peito, tontura, zumbido, fraqueza, visão embaçada e até sangramentos nasais.

Para um diagnóstico correto, a medição regular da pressão arterial é essencial. A recomendação é que adultos acima de 20 anos façam essa aferição anualmente e, caso haja histórico familiar de hipertensão, a frequência deve aumentar para ao menos duas vezes por ano.

Embora a hipertensão não tenha cura, ela pode ser controlada com tratamentos médicos adequados, cuja escolha deve sempre ser realizada por um profissional de saúde. O Sistema Único de Saúde (SUS) disponibiliza medicamentos para o tratamento da hipertensão por meio de unidades de saúde e programas como a Farmácia Popular.

Além do tratamento farmacológico, a adoção de um estilo de vida saudável é fundamental na prevenção da hipertensão. Isso inclui manter um peso adequado, limitar a ingestão de sal, praticar atividade física regular, evitar o tabagismo e moderar o consumo de álcool. A conscientização e a mudança de hábitos podem ter um impacto significativo na qualidade de vida e na saúde cardiovascular da população.

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