Outras fintechs brasileiras também registraram valorização, embora em um ritmo menos acelerado. O Banco Inter, conhecido por suas inovações no segmento financeiro, obteve um aumento de 6,01%, encerrando a semana a US$ 5,82, comparado aos US$ 5,71 do início do período. Já a XP Inc., plataforma de investimentos renomada, viu suas ações subirem 3,49%, fechando a US$ 16,92, enquanto o PagBank teve uma alta de 2,44%, fechando a US$ 9,25. O Nubank, sob a bandeira da Nu Holdings, cresceu 1,51%, alcançando US$ 13,75. Contudo, o Agibank foi o que apresentou o menor incremento, com uma valorização de apenas 0,55%, encerrando a semana a US$ 7,28.
Diferentemente das demais, a Stone foi a única entre essas empresas a registrar queda, fechando a semana com uma desvalorização de 0,22% e uma cotação de US$ 11,21.
No cenário mais amplo, os mercados financeiros dos Estados Unidos reagiram a uma série de anúncios que balançaram a confiança dos investidores. A divulgação recente da ata do Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC) do Federal Reserve (banco central dos EUA) trouxe um tom mais conservador, com a manutenção da taxa de juros entre 3,50% e 3,75%. O comunicado, que eliminou qualquer indício de cortes futuros nas taxas, indicou que os juros podem continuar subindo até o final do ano em resposta à inflação, que se aproxima dos 4,2%.
O mercado de trabalho também pesou, com a criação de apenas 57 mil novas vagas em junho, bem abaixo das expectativas. No contexto internacional, tensões entre os Estados Unidos e o Irã aumentaram com novos confrontos e a possibilidade de medidas protecionistas, o que causou preocupação nas rotas marítimas, especialmente no estratégico Estreito de Ormuz.
Apesar de um cenário econômico tumultuado, os índices de ações em Nova York fecharam a semana em alta. O S&P 500 subiu 1,23%, a Nasdaq avançou 1,31%, o Dow Jones cresceu 1,19% e a NYSE registrou uma alta de 0,96%. Essa movimentação sugere uma adaptação dos investidores, que estão buscando diversificação em setores menos voláteis, como saúde e finanças, sem deixar de lado a confiança nas fintechs brasileiras.
