PGR se opõe à permanência de policiais federais na residência de Jair Bolsonaro em Brasília durante prisão domiciliar.

Em um recente pronunciamento, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, expressou a posição da Procuradoria-Geral da República (PGR) contrária à permanência de policiais federais na residência do ex-presidente Jair Bolsonaro, que actualmente cumpre prisão domiciliar em Brasília. A declaração, apresentada ao Supremo Tribunal Federal (STF), reflete a análise de que a vigilância contínua de agentes dentro da casa do ex-presidente não é necessária, mesmo considerando a situação delicada que envolve sua detenção.

A sugestão da Polícia Federal, que pediu a presença dos policiais devido a um suposto risco de fuga, foi contestada pela PGR. Gonet destacou que as preocupações de segurança estão mais vinculadas à parte externa da casa, que é cercada, do que ao interior da residência. “Não se aponta uma situação crítica de segurança na parte interna da casa”, afirmou Gonet, ressaltando a importância de respeitar o direito à privacidade do ex-presidente, mesmo em um contexto de monitoramento.

Diante da atuação de Eduardo Bolsonaro, deputado federal e filho do ex-presidente, nos Estados Unidos, onde poderia facilitar uma fuga, o STF determinou a necessidade de um monitoramento integral. A PGR, por outro lado, propôs soluções que garantissem a segurança sem invadir a privacidade de Bolsonaro. A ideia é implementar câmeras de segurança na área externa da residência, desde que não haja gravações, além da presença de agentes da PF circulando nas ruas do condomínio onde o ex-presidente reside.

O diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, argumentou que a fiscalização do cumprimento da detenção exigiria uma supervisão abrangente, incluindo monitoramento de veículos e vizinhos, o que poderia se revelar uma tarefa complicada e potencialmente constrangedora. Ele sugere a adoção de métodos como a vigilância contínua, usada em casos anteriores, mencionando o caso do juiz Nicolau dos Santos Neto, onde uma equipe permaneceu na residência do custodiado por 24 horas.

Desde 4 de agosto, Bolsonaro se encontra sob prisão domiciliar, após ter sido acusado de violar ordens do STF, relacionadas ao uso de redes sociais para divulgar comunicados. O desdobramento dessa situação continua a ser monitorado de perto pelos órgãos competentes, enquanto a discussão sobre os métodos de vigilância segue em aberto.

Jornal Rede Repórter - Click e confira!


Botão Voltar ao topo