PF ainda busca cinco foragidos envolvidos em esquema de lavagem de dinheiro ligado ao MC Ryan SP e outras 33 prisões realizadas

Nos últimos meses, a Polícia Federal intensificou sua atuação no combate a um esquema bilionário de lavagem de dinheiro que levou à prisão de diversas personalidades, como os MCs Ryan SP e Poze do Rodo, além de influenciadores digitais. Atualmente, cinco indivíduos considerados foragidos permanecem sem localização, de acordo com as autoridades. São eles Thiago Barros Cabral, Jonatas Cleiton de Almeida Santos, Leticia Feller Pereira, Jiawei Lin e Xizhangpeng Hao, que são alvos de uma investigação que investiga movimentações financeiras que totalizam aproximadamente R$ 1,6 bilhão.

A operação, que ganhou destaque em abril deste ano devido à sua magnitude e ao perfil dos envolvidos, revelou que os foragidos estavam sendo monitorados desde a deflagração da Operação Narco Fluxo. Os dois primeiros não foram encontrados durante a execução de mandados de prisão, enquanto Feller e os cidadãos chineses estavam fora do Brasil, em locais ainda desconhecidos. As investigações apontam que os suspeitos participaram de uma complexa rede financeira que utilizava criptoativos, transferências bancárias e dinheiro em espécie para ocultar a origem de recursos ilícitos, provenientes de atividades como tráfico de drogas e apostas ilegais.

As investigações revelam que Jiawei Lin e Xizhangpeng Hao estão no “topo da infraestrutura financeira” do esquema. Ambos controlavam a fintech Golden Cat, que movimentou R$ 1,2 bilhão em apenas três meses, facilitando a lavagem de dinheiro por meio de complexas operações. Os valores que circulavam na empresa eram frequentemente transferidos para contas de sofredores e operários financeiros, ampliando a rede criminosa.

Além disso, Jonatas Cleiton de Almeida Santos é identificado como sócio da Broker Platinum Invest e Tecnologia Ltda, uma companhia que atuava como uma fachada para transferir dinheiro obtido em apostas ilegais. A empresa não possuía a devida autorização para operar no Brasil, usando assim um endereço virtual ou como laranja para encobrir transações ilícitas.

Por sua vez, Ryan Santana dos Santos, o MC Ryan SP, aparece como um lider do esquema, utilizando empresas de entretenimento para misturar valores legais e ilegais, transferindo posteriormente seu patrimônio e ocultando-o. Apesar de ter sido concedido um habeas corpus, as circunstâncias mudaram rapidamente, levando à sua prisão preventiva e à manutenção de outros presos em nome da ordem pública.

A Operação Narco Fluxo, que mobilizou mais de 200 policiais federais e abrangeu mandados em diversos estados brasileiros, ainda está em curso. As consequências legais para os envolvidos incluem acusações de associação criminosa, lavagem de dinheiro e evasão de divisas, refletindo a gravidade da situação e a determinação das autoridades em desmantelar esse sofisticado esquema criminal.

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