O roubo, que aconteceu no dia 19 de outubro, não apenas provocou um choque na instituição, mas também expôs deficiências significativas na segurança do local. Essas falhas vêm sendo discutidas há um tempo, mas o incidente trouxe à tona a urgência da modernização dos equipamentos e da infraestrutura, que já não atendem mais às demandas de um dos museus mais visitados do mundo, que recebeu cerca de nove milhões de visitantes no último ano.
Leribault, que assumiu a presidência do museu recentemente, destacou que a instituição se encontra em um ponto crítico. “Estamos em uma encruzilhada”, afirmou, indicando que as necessidades imediatas de reparo e melhoria da estrutura estão se acumulando em uma montanha de investimento que a administração se vê forçada a enfrentar. Para ele, é um desafio que não pode ser ignorado, pois as consequências de um museu sem as devidas melhorias podem ser desastrosas.
A segurança do Louvre, um aspecto central da operação do museu, está sendo priorizada, conforme Leribault anunciou planos para implementar um novo sistema de videomonitoramento perimetral a partir de janeiro de 2027. Medidas adicionais de segurança já estão sendo adotadas em áreas consideradas críticas, embora o presidente da instituição reconheça que a criação de uma nova rede de segurança exigiria um fortalecimento da infraestrutura técnica existente.
A tensão gerada pelo roubo e o impacto emocional sobre a equipe do museu são sentimentos palpáveis. Leribault observou que a “ferida” causada pelo incidente ainda é profunda, refletindo os desafios que a instituição enfrenta em seu caminho para se recuperar e garantir a segurança de suas preciosidades. Com isso, o futuro do Louvre depende de investimentos significativos e um comprometimento renovado com a proteção e preservação de sua vasta coleção.
