Em entrevista coletiva, Chambriard enfatizou que a Petrobras não pretende realizar mudanças bruscas nos preços dos combustíveis, mesmo sob a pressão das flutuações internacionais. A empresa está focada em aumentar a produção nacional para garantir maior estabilidade no mercado interno, evitando assim a constante vulnerabilidade a oscilações de preços globais.
Vale ressaltar que o Brasil, embora seja autossuficiente em petróleo cru, depende de importações de produtos refinados, como diesel e gasolina, o que cria um cenário de incerteza frente a adversidades no mercado internacional. Diante desse quadro complexo, o governo brasileiro iniciou um plano de ação em abril para mitigar a alta de preços. Entre as medidas adotadas, destaca-se a criação de uma subvenção de R$ 1,20 por litro para o diesel importado, com um custo estimado de até R$ 4 bilhões para os cofres públicos. Essa quantia será compartilhada entre a União e os estados.
Além disso, uma subvenção de R$ 0,80 está sendo oferecida para o diesel produzido nacionalmente, com um custo adicional de R$ 3 bilhões. Também foi anunciado que o querosene de aviação, já reajustado em 55%, terá seus impostos federais zerados, assim como o biodiesel. O gás liquefeito de petróleo (GLP) importado tem uma subvenção de R$ 850 por tonelada para garantir que o preço do gás de cozinha permaneça estável.
Essas ações visam não apenas aliviar o impacto financeiro dos combustíveis nas famílias brasileiras, mas também fortalecer a posição da Petrobras como protagonista no mercado interno, ao mesmo tempo que responde a desafios globais que afetam a economia do país.
