Durigan salientou que o foco das reuniões será estabelecer parcerias estratégicas nas áreas de tecnologia e recursos minerais. O Brasil busca ampliar a cooperação internacional em temas que são considerados sensíveis para sua economia, especialmente em um momento de crescente tensão geopolítica.
O ministro parte para Moscou nesta quarta-feira, onde se reunirá com representantes do Banco do Brics — um grupo que inclui Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul. O principal objetivo desse encontro será discutir como proteger a economia brasileira dos efeitos adversos das guerras globais, que afetam diretamente a oscilação dos preços dos combustíveis e do setor agrícola. “Como nos preparamos e protegemos o Brasil da guerra é o que mais nos importa”, sublinhou Durigan.
Além disso, Durigan também mencionou a importância de assegurar investimentos de projetos estratégicos financiados pelo Novo Banco de Desenvolvimento, do Brics. Um exemplo destacado é a construção do primeiro Hospital Inteligente da América Latina, que será realizado em parceria com a Universidade de São Paulo (USP).
Outro tópico relevante na agenda do ministro é o impulso à produção e exploração de minerais críticos, essenciais para a transição energética e a indústria tecnológica. O Brasil visa consolidar sua posição como um dos principais fornecedores globais dessas matérias-primas, diante da liderança atual da China nesse segmento. Durigan enfatizou que o novo marco regulatório recentemente aprovado visa garantir segurança jurídica para investidores, sem abrir mão do controle nacional sobre os recursos.
Na sequência da viagem a Moscou, Durigan seguirá para Paris para participar das reuniões do G7. Durante esses encontros, o Brasil buscará se posicionar como uma alternativa confiável para o fornecimento de minerais essenciais, além de discutir a segurança global e as alternativas para estabilização geopolítica. A equipe econômica almeja ainda atrair investimentos estrangeiros, especialmente no setor de tecnologia e infraestrutura, criando um ambiente favorável que promova a industrialização local e a geração de empregos qualificados.
O governo brasileiro está, assim, adotando uma abordagem proativa nas relações internacionais, visando não só proteger sua economia, mas também promover sua soberania e desenvolvimento interno.
