Petro exige justiça após morte de colombiano em operação do ICE nos EUA e pede que “assassinos paguem pelo homicídio”.

Em uma reação contundente à morte de um cidadão colombiano, o presidente da Colômbia, Gustavo Petro, expressou na terça-feira (14) sua indignação pela morte de Joan Sebastián Durán Guerrero, um colombiano de 26 anos que foi fatalmente baleado por um agente do Serviço de Imigração e Controle de Alfândegas dos EUA (ICE) no estado do Maine. Durante um confronto que ocorreu enquanto a vítima se encontrava dentro de seu veículo, o agente alegou que Durán tentou fugir, forçando-o a agir em “nome da segurança pública”.

A tragédia ocorreu em um contexto de intensificação das operações de deportação de imigrantes nos Estados Unidos, uma estratégia fortemente promovida pelo governo do então presidente Donald Trump. Desde sua posse, Trump havia se comprometido a conter a imigração ilegal com medidas drásticas, resultando em mais de 100 mil detenções de imigrantes em apenas seis meses de seu mandato. Ressaltou-se a urgência da situação, uma vez que o colombiano morto vivia em Biddeford, com sua esposa e uma filha de apenas três anos.

Petro, em sua declaração, enfatizou a necessidade de responsabilização dos agentes envolvidos, pedindo que a diplomacia colombiana tomasse as medidas necessárias para que “os assassinos paguem por seu homicídio”. O presidente criticou não apenas o uso da força excessiva, mas também o sistema de imigração dos Estados Unidos, que frequentemente resulta em tragédias desta natureza.

Familiarizada com a política americana, a Colômbia tem visto suas relações com os Estados Unidos se tornarem ainda mais complexas, especialmente em questões de imigração e segurança. O caso de Durán Guerrero ressoa com outras mortes similares que têm ocorrido durante operações do ICE, levantando questões sobre o tratamento dispensado a imigrantes em situação irregular, além de chamar a atenção para a necessidade de reforma nas políticas de imigração.

Diante da escalada de tensões, a Colômbia aguarda respostas do governo dos EUA, no que se refere a este e outros incidentes que têm marcado a história da migração entre os dois países. A situação atual também Incita um debate mais amplo sobre a eficácia e a ética das operações de segurança na fronteira, ampliando conversas sobre direitos humanos e responsabilidade governamental.

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