Helicóptero cai na Vista Chinesa e eleva total de mortes em acidentes aéreos no Rio a 38 em oito meses. Segurança aérea preocupa autoridades.

No último sábado, um trágico acidente aéreo na Vista Chinesa resultou na morte de quatro pessoas, marcando o quinto incidente com vítimas fatais no estado do Rio de Janeiro nos últimos oito meses. Este panorama crescente de tragédias aéreas levanta preocupações sobre a segurança da aviação na região.

Em um incidente anterior, ocorrido em junho, duas aeronaves colidiram no céu do Recreio dos Bandeirantes, uma zona movimentada da cidade. Esse choque resultou na morte de seis pessoas, incluindo o famoso cantor americano Oliver Tree e o influente youtuber argentino Gaspi. Um relatório inicial do Centro Nacional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aéreos (Cenipa) revelou que ambos os pilotos estavam em rota similar, mas o helicóptero que transportava as figuras públicas estava com o transponder desligado, fator que impediu sua detecção pelos radares de controle de tráfego aéreo.

O cenário se torna ainda mais alarmante ao considerarmos o modo como as aeronaves estavam operando. A investigação sugere que ambos os helicópteros estavam utilizando uma Frequência de Coordenação Aérea (FCA) que não era monitorada pelas autoridades responsáveis, o que significa que não havia registro das comunicações entre os pilotos durante seus voos autônomos.

No acidente mais recente, em Guaratiba, na Zona Oeste, três pilotos perderam a vida após um helicóptero cair em uma área de mata densa. As vítimas foram identificadas como Diego Dantas Lima Moraes, 36 anos, Sérgio Nunes Miranda, 36, e o capitão bombeiro Lucas Silva Souza. Na ocasião do acidente, Diego Dantas conduzia um voo de familiarização, orientando os outros dois a respeito do modelo da aeronave.

Além dos casos mencionados, é importante destacar que, em dezembro do ano passado, um avião que realizava propaganda na praia de Copacabana caiu ao sobrevoar o mar. O piloto Luiz Ricardo Leite de Amorim estava sozinho na aeronave e era seu primeiro voo no novo trabalho, uma fatalidade que reforça a necessidade urgente de melhorias nas práticas de segurança.

Desde 2016, a Força Aérea Brasileira registra 47 acidentes aéreos no Rio, com 16 desses incidentes resultando em 38 mortes. Dos acidentes, a maioria revelou que o fator humano, seja por desempenho técnico ou questões psicológicas, foi um elemento contribuinte. Apenas 11% dos casos estiveram ligados a questões relacionadas ao ambiente operacional.

Esse panorama reforça a importância de investigações profundas e a implementação de medidas efetivas para garantir a segurança nas operações aéreas, uma questão que se tornou cada vez mais urgente após os recentes episódios trágicos.

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