Em seu discurso, o ministro ressaltou que, ao longo de três décadas, o sistema eleitoral brasileiro foi aprimorado tecnologicamente e passou a contar com diversas medidas de fiscalização e auditoria, o que tem garantido não apenas a integridade do processo eleitoral, mas também a transparência nos resultados das urnas. “Desacreditar o sistema de votação brasileiro é desconvidar o eleitor brasileiro a participar da maior festa democrática do Brasil”, afirmou, reforçando a confiança no sistema.
As declarações de Fachin ocorrem em um contexto delicado, marcado pela polarização política e pela disseminação de desinformação, especialmente em anos eleitorais. Na última semana, Flávio Bolsonaro, senador e candidato à Presidência, também se manifestou em defesa do sistema eleitoral. Durante a abertura do segundo semestre dos trabalhos da Justiça Eleitoral, ele descreveu o modelo brasileiro como caracterizado por sua “robustez”, “auditabilidade” e “permanente evolução tecnológica”. Em suas intervenções, Flávio fez um apelo por maior transparência e segurança, criticando a atuação do TSE.
No mês passado, em um encontro com embaixadores de diversos países, Flávio Bolsonaro recordou o episódio que levou seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, à inelegibilidade, e solicitou a presença de observadores internacionais durante o processo eleitoral no Brasil. As falas de ambos, tanto de Edson Fachin quanto de Flávio Bolsonaro, ilustram a tensão atual em torno do sistema eleitoral e a importância do debate sobre a confiança no processo democrático brasileiro. Em tempos de fake news, o tema se torna ainda mais relevante, pois a credibilidade das instituições é um pilar essencial para o fortalecimento da democracia.




