Entretanto, apesar da indignação expressa na petição e das convicções de seus apoiadores, não existem provas substanciais que respaldem as alegações de irregularidade. A falta de evidências concretas levanta dúvidas sobre a efetividade da campanha, já que iniciativas desse tipo não têm impacto jurídico ou esportivo nas decisões da FIFA, órgão máximo do futebol mundial.
Esse não é um fenômeno isolado na atual Copa do Mundo. Apenas alguns dias antes, torcedores franceses haviam lançado uma petição semelhante após a derrota da França para a Espanha na semifinal. Também reunindo um considerável número de assinaturas – mais de 82 mil –, essa mobilização pedia a repetição da partida, alegando um erro de arbitragem em um lance que antecedeu um pênalti. No entanto, assim como a petição argentina, não gerou qualquer consequência prática.
Além disso, ainda durante a competição, outra petição expressou um sentimento de revolta em relação à seleção argentina. Chamado de “Argentina Out”, o movimento reuniu mais de 23 milhões de assinaturas, exigindo a exclusão da equipe das competições organizadas pela FIFA. O movimento teve como base alegações de favorecimento devido a decisões arbitrárias em momentos críticos do torneio, atingindo uma grande adesão de torcedores de diversas partes do mundo.
Embora a mobilização impressionante da campanha “Argentina Out” tenha se aproximado do recorde mundial para petições online, os organizadores sabem que ações populares dessa natureza não representam uma ameaça real à participação da seleção argentina em torneios futuros. As decisões sobre sanções e participação de equipes cabem exclusivamente à FIFA, que não considera abaixo-assinados como parte de seu processo decisório. Após a final, a petição foi encerrada, permanecendo apenas como registro de um momento de intensa paixão e engajamento dos torcedores.
