O pré-candidato também abordou a recente saída de Pablo Marçal do PRTB, partido que inicialmente considerava lançar o empresário na corrida presidencial. Avalanche descreveu Marçal como um “grande amigo” e um “player admirado”, atribuindo a saída a desavenças internas que ocorreram após as eleições municipais de 2024. Ele alegou que a disputa pelo controle do partido resultou em ações de opositores, como a falsificação de documentos, comprovada por laudos da Polícia Federal. Com o término da janela partidária, Marçal e outros nomes influentes foram forçados a se unir a outras siglas.
Avalanche se mostrou otimista quanto ao legado da campanha de Marçal, afirmando que sua própria pré-candidatura seguirá um estilo conhecido: um foco intenso nas redes sociais e uma comunicação direta com o eleitor, evitando promessas vazias e apostando em propostas viáveis. Ele reivindicou para o PRTB a posição de único partido de direita no Brasil, ressaltando que valores como “Deus, pátria e família” estão formalmente incorporados ao estatuto da sigla.
No campo da segurança pública, Avalanche expressou a necessidade de isolar líderes de facções criminosas e abolir as visitas íntimas em presídios, uma prática que considerou um meio de comunicação ilícito entre os detentos e o mundo externo. Ele classificou organizações como o PCC e o Comando Vermelho como grupos terroristas, alegando que suas ações geram um sentimento de terror na sociedade. Para apoiar sua proposta de segurança, citou o delegado aposentado da Polícia Federal, Roger Miranda, como idealizador do programa de sua pré-campanha, denominado “Criminalidade Zero, Tolerância Zero”.
Além de seus pontos de vista sobre segurança, Avalanche criticou o Supremo Tribunal Federal (STF), referindo-se à Corte como um espaço polarizado por conflitos pessoais entre ministros e o ex-presidente Jair Bolsonaro. Ele defendeu que o Senado deveria ser o responsável pelas mudanças necessárias na composição do STF.
Em suas propostas econômicas, Avalanche almeja isentar a compra de veículos por motoristas de aplicativos de impostos e introduzir um aplicativo que possibilitaria uma taxa de 3,5% sobre as corridas, condicionado a tarifas reduzidas por empresas como a Uber. O cenário político está se aquecendo, e Avalanche se posiciona como um candidato disposto a reformular o Brasil.
